{"id":3628,"date":"2024-05-31T14:18:53","date_gmt":"2024-05-31T17:18:53","guid":{"rendered":"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/?p=3628"},"modified":"2024-05-31T14:18:56","modified_gmt":"2024-05-31T17:18:56","slug":"alzheimer-como-a-doenca-prejudica-o-cerebro-e-quais-os-principais-sintomas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/alzheimer-como-a-doenca-prejudica-o-cerebro-e-quais-os-principais-sintomas\/","title":{"rendered":"Alzheimer: como a doen\u00e7a prejudica o c\u00e9rebro e quais os principais sintomas"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/senior-woman-confronting-alzheimer-disease-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/senior-woman-confronting-alzheimer-disease-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3629\" srcset=\"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/senior-woman-confronting-alzheimer-disease-2.jpg 1000w, https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/senior-woman-confronting-alzheimer-disease-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/senior-woman-confronting-alzheimer-disease-2-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea n\u00e3o tem um parente com dem\u00eancia, \u00e9 prov\u00e1vel que conhe\u00e7a algu\u00e9m que j\u00e1 cuidou de um familiar com Alzheimer e entende que essa experi\u00eancia \u00e9 bastante desafiadora. Essa \u00e9 a doen\u00e7a neurodegenerativa mais comum na esp\u00e9cie humana, afetando de maneira progressiva a mem\u00f3ria, o comportamento e outras fun\u00e7\u00f5es cognitivas. Nos est\u00e1gios mais avan\u00e7ados, a doen\u00e7a impede a pessoa de exercer suas atividades di\u00e1rias, reconhecer os outros e se comunicar adequadamente. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Preval\u00eancia<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A cada quatro segundos, uma pessoa \u00e9 diagnosticada com dem\u00eancia no mundo. O n\u00famero de novos casos aumenta \u00e0 medida que as pessoas vivem mais. No Brasil, de acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, cerca de 33% da popula\u00e7\u00e3o com mais de 85 anos \u00e9 afetada pelo Alzheimer.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As mulheres s\u00e3o diagnosticadas com mais frequ\u00eancia do que os homens, em parte porque vivem mais. Embora n\u00e3o existam dados consolidados no pa\u00eds, estima-se que atualmente haja 1,2 milh\u00e3o de brasileiros com a doen\u00e7a. Em 2050, esse n\u00famero pode chegar a 4 ou 5 milh\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Hist\u00f3ria<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1906, um psiquiatra alem\u00e3o chamado Alois Alzheimer publicou o relato de caso de uma paciente saud\u00e1vel que, aos 51 anos, passou a apresentar perda progressiva de mem\u00f3ria, altera\u00e7\u00f5es de comportamento, desorienta\u00e7\u00e3o e dificuldade para se comunicar e entender o que os outros queriam dizer. Ap\u00f3s a morte da paciente, o m\u00e9dico realizou uma aut\u00f3psia e descobriu les\u00f5es cerebrais caracter\u00edsticas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o \u00e9 a \u00fanica que gera dem\u00eancia<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A doen\u00e7a que leva o nome do m\u00e9dico tornou-se sin\u00f4nimo de dem\u00eancia, caracterizada pelo decl\u00ednio lento e progressivo das fun\u00e7\u00f5es cognitivas, como mem\u00f3ria, aten\u00e7\u00e3o, linguagem e orienta\u00e7\u00e3o, afetando parte das pessoas \u00e0 medida que envelhecem. No entanto, o Alzheimer n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica doen\u00e7a que pode levar a essa condi\u00e7\u00e3o, embora se estime que seja respons\u00e1vel por 60% a 80% dos casos de dem\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As dem\u00eancias n\u00e3o s\u00e3o uma consequ\u00eancia natural do envelhecimento. Todos come\u00e7am a esquecer coisas a partir de certa idade e podem demorar mais para processar informa\u00e7\u00f5es. No entanto, muitas pessoas chegam aos 90 anos com plena lucidez e independ\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que acontece no c\u00e9rebro<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nas pessoas com Alzheimer, certas altera\u00e7\u00f5es t\u00f3xicas fazem com que os neur\u00f4nios deixem de se comunicar e morram. Para realizar qualquer fun\u00e7\u00e3o regida pelo nosso c\u00e9rebro, como pensar, falar, aprender, memorizar e planejar, entre centenas de outras, \u00e9 preciso que as c\u00e9lulas nervosas os neur\u00f4nios enviem sinais umas para as outras. Essa comunica\u00e7\u00e3o se d\u00e1 por impulsos el\u00e9tricos e subst\u00e2ncias qu\u00edmicas que atravessam as sinapses, pequenos espa\u00e7os que existem entre as c\u00e9lulas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas acreditam que existem dois principais fatores por tr\u00e1s do processo e que envolvem duas prote\u00ednas diferentes:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Beta-amiloide: <\/strong>come\u00e7a a se acumular e, junto com c\u00e9lulas mortas, forma dep\u00f3sitos entre os neur\u00f4nios conhecidos como placas senis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tau:<\/strong> forma emaranhados neurofibrilares dentro das c\u00e9lulas nervosas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Primeiros sintomas<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O c\u00e9rebro encolhe, literalmente, em algumas \u00e1reas. A perda de neur\u00f4nios, a terceira principal caracter\u00edstica do Alzheimer, al\u00e9m do ac\u00famulo de beta-amiloide e de tau, \u00e9 o que provoca isso. A primeira regi\u00e3o afetada \u00e9 o hipocampo, respons\u00e1vel pela mem\u00f3ria e o aprendizado. Nossas lembran\u00e7as mais importantes s\u00e3o consolidadas em outra parte do c\u00e9rebro, e n\u00e3o s\u00e3o implicadas t\u00e3o cedo. Mas a forma\u00e7\u00e3o de novas mem\u00f3rias \u00e9 comprometida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pequenos esquecimentos e falta de concentra\u00e7\u00e3o costumam ser os primeiros sintomas para a maior parte das pessoas. Dificuldades para resolver problemas ou atividades antes apreciadas tamb\u00e9m podem se destacar no in\u00edcio, e podem ser interpretadas como ansiedade, desinteresse ou depress\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>10 sinais de alerta<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Problema de mem\u00f3ria que chega a afetar as atividades e o trabalho\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Dificuldade para realizar tarefas habituais\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Dificuldade para se comunicar (as palavras \u00e0s vezes &#8220;fogem&#8221;)\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Desorienta\u00e7\u00e3o no tempo e no espa\u00e7o\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Diminui\u00e7\u00e3o da capacidade de ju\u00edzo e de cr\u00edtica\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Dificuldade de racioc\u00ednio\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Colocar coisas no lugar errado, muito frequentemente\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Altera\u00e7\u00f5es frequentes do humor e do comportamento\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Mudan\u00e7as na personalidade\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Perda de iniciativa para fazer as coisas\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com o passar do tempo, os dep\u00f3sitos se espalham para mais partes do c\u00e9rebro. Linguagem, orienta\u00e7\u00e3o espacial, pensamento l\u00f3gico e regula\u00e7\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es, entre outras fun\u00e7\u00f5es mentais s\u00e3o afetadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na fase mais avan\u00e7ada, h\u00e1 preju\u00edzos motores. A pessoa tem dificuldade para ficar de p\u00e9, caminhar, engolir, controlar o esf\u00edncter etc., tornando-se totalmente dependente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Alzheimer em si n\u00e3o mata, mas suas complica\u00e7\u00f5es podem ser fatais. \u00c9 o caso da pneumonia. Dos primeiros preju\u00edzos \u00e0 mem\u00f3ria at\u00e9 a fase avan\u00e7ada podem se passar 10 ou 15 anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Diferentes est\u00e1gios<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os especialistas costumam dividir a doen\u00e7a em tr\u00eas: leve, moderada e avan\u00e7ada. Isso serve para planejar os cuidados e tratamentos. Mas, para cada paciente, os sintomas evoluem de uma maneira, por isso a descri\u00e7\u00e3o abaixo \u00e9 apenas uma refer\u00eancia:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>FASE LEVE<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Perda de mem\u00f3ria leve (\u00e9 poss\u00edvel viver com relativa independ\u00eancia apesar dos preju\u00edzos)\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Dificuldades de concentra\u00e7\u00e3o e racioc\u00ednio\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Desorienta\u00e7\u00e3o (a pessoa pode se esquecer do caminho de casa)\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Altera\u00e7\u00f5es de humor e comportamento (apatia, irritabilidade, depress\u00e3o, ansiedade).\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>FASE MODERADA<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Problemas de mem\u00f3ria mais graves (\u00e9 preciso que a pessoa tenha supervis\u00e3o)\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Dificuldades de racioc\u00ednio, ju\u00edzo e cr\u00edtica\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Dificuldades de comunica\u00e7\u00e3o mais acentuadas\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Desorienta\u00e7\u00e3o mais grave (a pessoa pode se perder mesmo dentro de casa)\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Dist\u00farbios de sono (tend\u00eancia a trocar a noite pelo dia)\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Altera\u00e7\u00f5es de comportamento (agita\u00e7\u00e3o, inquieta\u00e7\u00e3o e \u00e0s vezes agressividade)\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Alucina\u00e7\u00f5es e del\u00edrios podem ocorrer\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>FASE AVAN\u00c7ADA E TERMINAL<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\u00c9 necess\u00e1ria supervis\u00e3o cont\u00ednua, com aux\u00edlio a alimenta\u00e7\u00e3o, banho, trocas etc.\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Incapacidade de se comunicar\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Dificuldades para engolir\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Perda de equil\u00edbrio\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Dificuldades de locomo\u00e7\u00e3o\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Incontin\u00eancia urin\u00e1ria e fecal\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Dificuldade para entender o que acontece ao redor\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Perda de mem\u00f3ria grave (a pessoa deixa de reconhecer as pessoas)\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Confinamento em cama ou cadeira de rodas\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Fatores de risco<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda n\u00e3o h\u00e1 certezas sobre as causas, mas alguns fatores parecem aumentar a predisposi\u00e7\u00e3o ou acelerar sua evolu\u00e7\u00e3o:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Idade: <\/strong>\u00e9 o principal fator de risco. A partir dos 65 anos, o risco dobra a cada cinco anos. Por\u00e9m, casos de Alzheimer familiar (quando v\u00e1rios integrantes da mesma fam\u00edlia possuem a doen\u00e7a) t\u00eam in\u00edcio precoce, bem antes dos 50 anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sexo: <\/strong>o diagn\u00f3stico \u00e9 mais frequente entre as mulheres, provavelmente porque elas vivem mais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gen\u00e9tica:<\/strong> alguns genes est\u00e3o envolvidos no risco de Alzheimer, mas a hip\u00f3tese mais aceita hoje \u00e9 de que a causa \u00e9 multifatorial. Embora indiv\u00edduos com hist\u00f3rico familiar tenham um risco mais alto de desenvolver a doen\u00e7a no futuro, apenas 10% de todos os casos s\u00e3o considerados geneticamente determinados (Alzheimer familiar). Existe teste gen\u00e9tico para identificar muta\u00e7\u00f5es associadas ao risco elevado da doen\u00e7a (em especial o alelo E4 do gene APOE, no cromossomo 19). Mas h\u00e1 pessoas com essa variante que nunca desenvolvem o problema, por isso o teste s\u00f3 \u00e9 recomendado para auxiliar no diagn\u00f3stico ou para fins de pesquisa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Escolaridade: <\/strong>indiv\u00edduos com menor n\u00edvel de escolaridade ou que t\u00eam poucos est\u00edmulos mentais tendem a apresentar os sintomas da doen\u00e7a mais cedo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Doen\u00e7as cr\u00f4nicas e estilo de vida:<\/strong> press\u00e3o alta, obesidade, sedentarismo, dieta insalubre, tabagismo, colesterol alto e diabetes, os mesmos fatores associados a infarto e derrame elevam o risco de Alzheimer e outros tipos de dem\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Traumatismos: <\/strong>alguns estudos (mas n\u00e3o todos) indicam uma rela\u00e7\u00e3o entre o hist\u00f3rico de traumas no cr\u00e2nio e enc\u00e9falo e o risco mais alto de Alzheimer.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estudos e mitos<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por causar tanto impacto e ainda n\u00e3o ter um tratamento eficaz, o Alzheimer \u00e9 alvo de pesquisas em todo o mundo. Muitos desses estudos trazem novos dados sobre poss\u00edveis causas, como um trabalho recente que associou a doen\u00e7a \u00e0 infec\u00e7\u00e3o por dois tipos de herpes v\u00edrus. \u00c9 importante ressaltar que todas as descobertas precisam ser confirmadas por estudos mais amplos antes de serem aceitas como verdades cient\u00edficas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Alzheimer\u2019s Association, uma organiza\u00e7\u00e3o que re\u00fane profissionais de diversas \u00e1reas nos EUA, esclarece que n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias que comprovem a associa\u00e7\u00e3o entre a doen\u00e7a e panelas, latas e desodorantes com alum\u00ednio, vacinas, aspartame ou am\u00e1lgama dent\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Diagn\u00f3stico<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 raro que o pr\u00f3prio paciente procure ajuda, ou porque n\u00e3o reconhece os sintomas ou por sentir vergonha deles. Como muita gente acredita que esquecimentos e mudan\u00e7as de comportamento fazem parte do envelhecimento normal, n\u00e3o \u00e9 incomum que as fam\u00edlias demorem para buscar ajuda especializada de um neurologista ou geriatra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um diagn\u00f3stico 100% preciso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel ap\u00f3s a morte, com exame detalhado do tecido cerebral. Mas os neurologistas solicitam sempre uma s\u00e9rie de testes e exames para descartar outras poss\u00edveis causas de dem\u00eancia (que requerem outros tipos de tratamento), ou mesmo a sobreposi\u00e7\u00e3o de fatores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Podem ser solicitados exames de sangue e de imagem, como tomografia ou resson\u00e2ncia magn\u00e9tica. Tamb\u00e9m h\u00e1 an\u00e1lise do l\u00edquido cefalorraquidiano que pode detectar a presen\u00e7a de tau se houver perda de neur\u00f4nios. Al\u00e9m disso, \u00e9 fundamental uma avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica, n\u00e3o apenas para ajudar no diagn\u00f3stico, como para aferir os tipos de estimula\u00e7\u00e3o cognitiva que deve fazer parte do tratamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comprometimento cognitivo leve ou Alzheimer?<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um quadro mais leve de perda de mem\u00f3ria j\u00e1 \u00e9 aceito e denominado Comprometimento Cognitivo Leve (CLL). Segundo neurologistas, \u00e9 caracterizado por problemas de mem\u00f3ria, mas sem preju\u00edzos graves \u00e0 vida do indiv\u00edduo. A distin\u00e7\u00e3o existe porque, ainda que o CLL possa se configurar como o est\u00e1gio inicial de Alzheimer ou de outros tipos de dem\u00eancia, tamb\u00e9m pode ser deflagrado por outras causas, como problemas de sono, depress\u00e3o, ansiedade, problemas hormonais ou metab\u00f3licos. Assim, nem todos os pacientes com esse diagn\u00f3stico t\u00eam ou v\u00e3o evoluir para um quadro demencial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Outras poss\u00edveis causas de dem\u00eancia<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dem\u00eancia vascular: <\/strong>provocada por pequenos derrames.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dem\u00eancia com corpos de Lewy:<\/strong> caracterizada por altera\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, envolve sintomas de Parkinson, alucina\u00e7\u00f5es visuais e oscila\u00e7\u00e3o dos sintomas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dem\u00eancia por Parkinson:<\/strong> uma parcela dos pacientes com essa doen\u00e7a pode ter quadros demenciais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dem\u00eancia frontotemporal:<\/strong> caracterizada por uma redu\u00e7\u00e3o das regi\u00f5es frontal e temporal do c\u00e9rebro, envolve altera\u00e7\u00f5es de comportamento, como desinibi\u00e7\u00e3o, coment\u00e1rios sexuais inadequados, impulsividade, perda da capacidade de julgamento e oscila\u00e7\u00e3o do humor, entre outros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Doen\u00e7as que podem ter sintomas demenciais ou agravar a dem\u00eancia: traumas no cr\u00e2nio, problemas de tireoide, defici\u00eancia de vitamina B12, neuross\u00edfilis, dem\u00eancia relacionada ao v\u00edrus HIV, doen\u00e7as causadas por pr\u00edons, hematoma subdural, hidrocefalia de press\u00e3o normal, encefalite, intoxica\u00e7\u00e3o por metais pesados, tumores no c\u00e9rebro, transtornos psiqui\u00e1tricos e o uso de determinados medicamentos podem gerar sintomas parecidos com o do Alzheimer e devem ser tratados adequadamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/vivabem\/noticias\/redacao\/2024\/01\/24\/alzheimer-como-a-doenca-prejudica-o-cerebro-e-quais-os-principais-sintomas.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Viver Bem<\/a>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"padding-bottom:20px; padding-top:10px;\" class=\"hupso-share-buttons\"><!-- Hupso Share Buttons - http:\/\/www.hupso.com\/share\/ --><a class=\"hupso_toolbar\" href=\"http:\/\/www.hupso.com\/share\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/static.hupso.com\/share\/buttons\/lang\/pt\/share-medium.png\" style=\"border:0px; padding-top:5px; float:left;\" alt=\"Share Button\"\/><\/a><script type=\"text\/javascript\">var hupso_services_t=new Array(\"Twitter\",\"Facebook\",\"Google Plus\");var hupso_background_t=\"#EAF4FF\";var hupso_border_t=\"#66CCFF\";var hupso_toolbar_size_t=\"medium\";var hupso_image_folder_url = \"\";var hupso_title_t=\"Alzheimer: como a doen\u00e7a prejudica o c\u00e9rebro e quais os principais sintomas\";<\/script><script type=\"text\/javascript\" src=\"https:\/\/static.hupso.com\/share\/js\/share_toolbar.js\"><\/script><!-- Hupso Share Buttons --><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se voc\u00ea n\u00e3o tem um parente com dem\u00eancia, \u00e9 prov\u00e1vel que conhe\u00e7a algu\u00e9m que j\u00e1 cuidou de um familiar com Alzheimer e entende que essa experi\u00eancia \u00e9 bastante desafiadora. Essa \u00e9 a doen\u00e7a neurodegenerativa&#46;&#46;&#46;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3629,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[209],"tags":[18,806,1923,49,1977,163],"class_list":["post-3628","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude-2","tag-alzheimer","tag-cognitivo","tag-demencia-2","tag-doenca","tag-doenca-cognitiva","tag-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3628","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3628"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3628\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3630,"href":"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3628\/revisions\/3630"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3629"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3628"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3628"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3628"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}