{"id":3653,"date":"2024-06-25T16:12:47","date_gmt":"2024-06-25T19:12:47","guid":{"rendered":"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/?p=3653"},"modified":"2024-06-25T16:12:47","modified_gmt":"2024-06-25T19:12:47","slug":"como-identificar-possiveis-sinais-de-abuso-sexual-em-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/como-identificar-possiveis-sinais-de-abuso-sexual-em-criancas\/","title":{"rendered":"Como identificar poss\u00edveis sinais de abuso sexual em crian\u00e7as?\u00a0"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/feche-o-retrato-de-menino-triste_23-2149607170.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"493\" src=\"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/feche-o-retrato-de-menino-triste_23-2149607170.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3654\" srcset=\"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/feche-o-retrato-de-menino-triste_23-2149607170.jpg 740w, https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/feche-o-retrato-de-menino-triste_23-2149607170-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Casos de viol\u00eancia e abuso sexual contra crian\u00e7as e adolescentes s\u00e3o mais frequentes do que se pensa. De acordo com dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada), 70% das v\u00edtimas de estupro no pa\u00eds s\u00e3o menores de idade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme informa\u00e7\u00f5es do Disque 100 (Disque Direitos Humanos) e do Sistema \u00danico de Sa\u00fade, mais de 120 mil casos de abuso sexual contra crian\u00e7as e adolescentes foram registrados no Brasil entre 2012 e 2015, o que equivale a pelo menos tr\u00eas ataques por hora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas como identificar abuso sofrido por uma crian\u00e7a pr\u00f3xima? &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com base em informa\u00e7\u00f5es de sites especializados e entrevistas com profissionais da \u00e1rea, a BBC Brasil elaborou um guia para ajudar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Geralmente, n\u00e3o \u00e9 um sinal s\u00f3, mas um conjunto de indicadores. \u00c9 importante ressaltar que a crian\u00e7a deve ser levada para avalia\u00e7\u00e3o de especialista caso apresente alguns desses sinais&#8221;, diz Helo\u00edsa Ribeiro, diretora executiva da ONG Childhood Brasil, de defesa dos direitos das crian\u00e7as e adolescentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1) Mudan\u00e7a de comportamento<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro sinal a ser observado \u00e9 uma poss\u00edvel mudan\u00e7a no padr\u00e3o de comportamento das crian\u00e7as. Segundo Ribeiro, esse \u00e9 um fator facilmente percept\u00edvel, pois costuma ocorrer de maneira repentina e brusca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Por exemplo, se a crian\u00e7a nunca agiu de determinada forma e, de repente, passa a agir. Se come\u00e7a a apresentar medos que n\u00e3o tinha antes como do escuro, de ficar sozinha ou perto de determinadas pessoas. Ou ent\u00e3o mudan\u00e7as extremas no humor: a crian\u00e7a era superextrovertida e passa a ser muito introvertida. Era supercalma e passa a ser agressiva&#8221;, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a de comportamento tamb\u00e9m pode se apresentar com rela\u00e7\u00e3o a uma pessoa espec\u00edfica, o poss\u00edvel abusador.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Como a maioria dos abusos acontece com pessoas da fam\u00edlia, \u00e0s vezes a crian\u00e7a apresenta rejei\u00e7\u00e3o a essa pessoa, fica em p\u00e2nico quando est\u00e1 perto dela. E a fam\u00edlia estranha: &#8216;Por que voc\u00ea n\u00e3o vai cumprimentar fulano? V\u00e1 l\u00e1!&#8217;. S\u00e3o formas que as crian\u00e7as encontram para pedir socorro, e a fam\u00edlia tem que tentar identificar isso&#8221;, afirma a educadora sexual Maria Helena Vilela, do Instituto Kaplan.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em outros casos, a rejei\u00e7\u00e3o n\u00e3o se d\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o a uma pessoa espec\u00edfica, mas a uma atividade. A crian\u00e7a n\u00e3o quer ir a uma atividade extracurricular, visitar um parente ou vizinho ou mesmo voltar para casa depois da escola.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2) Proximidade excessiva<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de, em muitos casos, a crian\u00e7a demonstrar rejei\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao abusador, \u00e9 preciso usar o bom senso para identificar quando uma proximidade excessiva tamb\u00e9m pode ser um sinal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Teria sido o caso, por exemplo, do t\u00e9cnico de futebol Fernando Sierra, que tinha uma rela\u00e7\u00e3o quase paternal com o garoto Felipe Romero. O treinador buscou o menino na escola, desapareceu e ambos foram encontrados mortos dois dias depois.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A hip\u00f3tese principal \u00e9 que o treinador tenha atirado no menino e, em seguida, cometido suic\u00eddio por n\u00e3o aceitar um pedido da m\u00e3e para que se afastasse da crian\u00e7a. Laudo preliminar da aut\u00f3psia indicou que o garoto vinha sendo v\u00edtima de abusos sexuais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Importante notar, no entanto, que o papel do desconhecido como estuprador aumenta conforme a idade da v\u00edtima ou seja, no abuso de menores de idade, a viol\u00eancia costuma ser praticada por pessoas da fam\u00edlia na maioria dos casos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se, ao chegar \u00e0 casa de tios, por exemplo, a crian\u00e7a desaparece por horas brincando com um primo mais velho ou se \u00e9 alvo de um interesse incomum de membros mais velhos da fam\u00edlia em situa\u00e7\u00f5es em que ficam sozinhos sem supervis\u00e3o, \u00e9 preciso estar atento ao que possa estar ocorrendo nessa rela\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o NHS, o SUS brit\u00e2nico, 40% dos abusos no Reino Unido s\u00e3o cometidos por outros menores de idade, muitas vezes da mesma fam\u00edlia. Tamb\u00e9m segundo os dados brit\u00e2nicos, 90% dos abusadores fazem parte da fam\u00edlia da v\u00edtima.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, 95% dos casos desse tipo de viol\u00eancia contra menores s\u00e3o praticados por pessoas conhecidas das crian\u00e7as, e em 65% deles h\u00e1 participa\u00e7\u00e3o de pessoas do pr\u00f3prio grupo familiar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nessas rela\u00e7\u00f5es, muitas vezes, o abusador manipula emocionalmente a v\u00edtima que nem sequer percebe estar sendo v\u00edtima naquela etapa da vida, o que pode levar ao sil\u00eancio por sensa\u00e7\u00e3o de culpa. Essa culpa pode se manifestar em comportamentos graves no futuro como a autoflagela\u00e7\u00e3o e at\u00e9 tentativas de suic\u00eddio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As pessoas acham que o abusador ser\u00e1 um desconhecido, que n\u00e3o faz parte dessa vida da crian\u00e7a. Mas \u00e9 justamente o contr\u00e1rio, na grande maioria dos casos s\u00e3o pessoas pr\u00f3ximas, por quem a crian\u00e7a tem um afeto. O abusador vai envolvendo a crian\u00e7a pra ganhar confian\u00e7a e fazer com que ela n\u00e3o conte&#8221;, afirmou Ribeiro, da ONG Childhood Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A viol\u00eancia sexual \u00e9 muito frequente dentro de casa, ambiente em que a crian\u00e7a deveria se sentir protegida. \u00c9 um espa\u00e7o privado, de segredo familiar e \u00e9 muito comum que aconte\u00e7a e seja mantido em segredo.&#8221;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3) Regress\u00e3o<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro indicativo apontado pelas especialistas \u00e9 o de recorrer a comportamentos infantis, que a crian\u00e7a j\u00e1 tinha abandonado, mas volta a apresentar de repente. Coisas simples, como fazer xixi na cama ou voltar a chupar o dedo. Ou ainda come\u00e7ar a chorar sem motivo aparente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 poss\u00edvel observar tamb\u00e9m as caracter\u00edsticas de relacionamento social dessa crian\u00e7a. Se, de repente, ela passa a apresentar esses comportamentos infantis. Ou se ela passa a querer ficar isolada, n\u00e3o ficar perto dos amigos, n\u00e3o confiar em ningu\u00e9m. Ou se fugir de qualquer contato f\u00edsico. A crian\u00e7a e o adolescente sempre avisam, mas na maioria das vezes n\u00e3o de maneira verbal&#8221;, considera Ribeiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A diretora da ONG Childhood Brasil alerta, por\u00e9m, que \u00e9 importante procurar avalia\u00e7\u00e3o especializada que possa indicar se eventuais mudan\u00e7as de comportamento s\u00e3o apenas parte do desenvolvimento da crian\u00e7a ou indicativos de vulnerabilidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 importante lembrar que o ser humano \u00e9 complexo, ent\u00e3o esses comportamentos podem aparecer sem estarem ligados a abuso.&#8221;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4) Segredos<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para manter o sil\u00eancio da v\u00edtima, o abusador pode fazer amea\u00e7as de viol\u00eancia f\u00edsica e promover chantagens para n\u00e3o expor fotos ou segredos compartilhados pela v\u00edtima.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 comum tamb\u00e9m que usem presentes, dinheiro ou outro tipo de benef\u00edcio material para construir a rela\u00e7\u00e3o com a v\u00edtima. \u00c9 preciso tamb\u00e9m explicar para a crian\u00e7a que nenhum adulto ou crian\u00e7a mais velha deve manter segredos com ela que n\u00e3o possam ser compartilhados com adultos de confian\u00e7a, como a m\u00e3e ou o pai.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5) H\u00e1bitos<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma crian\u00e7a v\u00edtima de abuso tamb\u00e9m apresenta altera\u00e7\u00f5es de h\u00e1bito repentinas. Pode ser desde uma mudan\u00e7a na escola, como falta de concentra\u00e7\u00e3o ou uma recusa a participar de atividades, at\u00e9 mudan\u00e7as na alimenta\u00e7\u00e3o e no modo de se vestir.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c0s vezes de repente a crian\u00e7a come\u00e7a a ter uma apar\u00eancia mais descuidada, n\u00e3o quer trocar de roupa. Outras passam a n\u00e3o comer direito. Ou passam a comer demais&#8221;, pontuou Ribeiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a na apar\u00eancia pode ser tamb\u00e9m uma forma de prote\u00e7\u00e3o encontrada pela crian\u00e7a. Em entrevista \u00e0 BBC Brasil no ano passado, a nadadora Joanna Maranh\u00e3o, que foi v\u00edtima de abuso sexual por seu t\u00e9cnico quando tinha nove anos, revelou que se vestia como um menino na adolesc\u00eancia para fugir de poss\u00edveis viol\u00eancias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ribeiro cita tamb\u00e9m mudan\u00e7as no padr\u00e3o de sono da crian\u00e7a como indicativo de que algo n\u00e3o anda bem. &#8220;Se ela come\u00e7a a sofrer com pesadelos frequentes, ou se tem medo de dormir ou medo de ficar sozinha.&#8221;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>6) Quest\u00f5es de sexualidade<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um desenho, uma &#8220;brincadeira&#8221; ou um comportamento mais envergonhado podem ser sinais de que uma crian\u00e7a esteja passando por uma situa\u00e7\u00e3o de abuso. &#8220;Quando uma crian\u00e7a que, por exemplo, nunca falou de sexualidade come\u00e7a a fazer desenhos em que aparecem genitais, isso pode ser um indicador&#8221;, apontou Maria Helena Vilela.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Pode vir em forma de brincadeira tamb\u00e9m. Ela chama os amiguinhos para brincadeiras que t\u00eam algum cunho sexual ou algo do tipo&#8221;, observou Henrique Costa Brojato, psic\u00f3logo e especialista psicossocial da Rede Marista de Solidariedade. Podem, inclusive, reproduzir o comportamento do abusador em outras crian\u00e7as.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Helo\u00edsa Ribeiro, o alerta deve ser dado especialmente para crian\u00e7as que, ainda novas, passam a apresentar um &#8220;interesse p\u00fablico&#8221; por quest\u00f5es sexuais. &#8220;Quando ela, em vez de abra\u00e7ar um familiar, d\u00e1 beijo, acaricia onde n\u00e3o deveria, ou quando faz uma brincadeira muito para esse lado da sexualidade.&#8221;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O uso de palavras diferentes das aprendidas em casa para se referir \u00e0s partes \u00edntimas tamb\u00e9m \u00e9 motivo para se perguntar \u00e0 crian\u00e7a onde ela aprendeu tal express\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>7) Quest\u00f5es f\u00edsicas<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m os sinais mais \u00f3bvios de viol\u00eancia sexual em menores casos que deixam marcas f\u00edsicas que, inclusive, podem ser usadas como provas \u00e0 Justi\u00e7a. Existem situa\u00e7\u00f5es em que a crian\u00e7a acaba at\u00e9 mesmo contraindo doen\u00e7a sexualmente transmiss\u00edvel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;H\u00e1 casos de gravidez na adolesc\u00eancia, por exemplo, que \u00e9 causada por abuso. \u00c9 interessante ficar atento tamb\u00e9m a poss\u00edveis traumatismos f\u00edsicos, les\u00f5es que possam aparecer, roxos ou dores e incha\u00e7os nas regi\u00f5es genitais&#8221;, observou a diretora da Childhood.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>8) Neglig\u00eancia<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas vezes, o abuso sexual vem acompanhado de outros tipos de maus tratos que a v\u00edtima sofre em casa, como a neglig\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma crian\u00e7a que passa horas sem supervis\u00e3o ou que n\u00e3o tem o apoio emocional da fam\u00edlia, com o di\u00e1logo aberto com os pais, estar\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o de maior vulnerabilidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que fazer<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Caso identifique um ou mais dos indicadores listados acima, o melhor a se fazer \u00e9, antes mesmo de conversar com a crian\u00e7a, procurar ajuda de um especialista que possa trazer a orienta\u00e7\u00e3o correta para cada caso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;H\u00e1 muitas dessas caracter\u00edsticas que s\u00e3o semelhantes \u00e0s de um adolescente em desenvolvimento. Por isso que \u00e9 importante ter avalia\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m que \u00e9 especialista nisso. Um psic\u00f3logo, por exemplo. Se tiver d\u00favidas, a pessoa pode perguntar na escola, que costuma ter profissionais treinados pra identificar esses casos&#8221;, disse Ribeiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 sempre aconselh\u00e1vel tamb\u00e9m acionar o Sistema de Garantia de Direitos, por meio do Conselho Tutelar, Centro de Refer\u00eancia Especializado da Assist\u00eancia Social (CREAS) ou Vara da Inf\u00e2ncia e da Juventude para encontrar caminhos para uma resposta mais adequada&#8221;, afirmou Henrique Costa Brojato.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas vezes por se sentir culpada, envergonhada ou acuada, a crian\u00e7a acaba n\u00e3o revelando verbalmente que est\u00e1 ou que viveu uma situa\u00e7\u00e3o de abuso. Mas h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m em que ela tenta contar para algu\u00e9m e acaba n\u00e3o sendo ouvida. Por isso, o principal conselho dos especialistas \u00e9 sempre confiar na palavra dela.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Em primeiro lugar, \u00e9 importante que quando a crian\u00e7a tentar falar alguma coisa, que ela se sinta ouvida e acolhida. Que nunca o adulto questione aquilo que ela est\u00e1 contando. Ou que tente responsabiliz\u00e1-la pelo ocorrido&#8221;, diz Ribeiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/salasocial-39696399\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">BBC News<\/a>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"padding-bottom:20px; padding-top:10px;\" class=\"hupso-share-buttons\"><!-- Hupso Share Buttons - http:\/\/www.hupso.com\/share\/ --><a class=\"hupso_toolbar\" href=\"http:\/\/www.hupso.com\/share\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/static.hupso.com\/share\/buttons\/lang\/pt\/share-medium.png\" style=\"border:0px; padding-top:5px; float:left;\" alt=\"Share Button\"\/><\/a><script type=\"text\/javascript\">var hupso_services_t=new Array(\"Twitter\",\"Facebook\",\"Google Plus\");var hupso_background_t=\"#EAF4FF\";var hupso_border_t=\"#66CCFF\";var hupso_toolbar_size_t=\"medium\";var hupso_image_folder_url = \"\";var hupso_title_t=\"Como identificar poss\u00edveis sinais de abuso sexual em crian\u00e7as?\u00a0\";<\/script><script type=\"text\/javascript\" src=\"https:\/\/static.hupso.com\/share\/js\/share_toolbar.js\"><\/script><!-- Hupso Share Buttons --><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Casos de viol\u00eancia e abuso sexual contra crian\u00e7as e adolescentes s\u00e3o mais frequentes do que se pensa. 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