{"id":3831,"date":"2024-12-17T09:00:00","date_gmt":"2024-12-17T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/?p=3831"},"modified":"2024-12-19T16:41:54","modified_gmt":"2024-12-19T19:41:54","slug":"por-que-errar-pode-ser-bom-segundo-ganhador-do-nobel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/por-que-errar-pode-ser-bom-segundo-ganhador-do-nobel\/","title":{"rendered":"Por que errar pode ser bom, segundo ganhador do Nobel"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/image-6.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"493\" src=\"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/image-6.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3832\" srcset=\"https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/image-6.png 740w, https:\/\/domini-blog.com.br\/boletim_saude\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/image-6-300x200.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Precisamos ser mais sinceros e reconhecer nossos erros, palavras de Saul Perlmutter, um dos maiores astrof\u00edsicos da atualidade. Vencedor do Pr\u00eamio Nobel de F\u00edsica, Perlmutter revolucionou nossa compreens\u00e3o do universo ao descobrir que ele est\u00e1 se expandindo de forma acelerada.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, ele acredita que esse avan\u00e7o s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as aos erros cometidos em pesquisas anteriores. Por isso, ele incentiva as pessoas a n\u00e3o terem medo de falhar.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando ainda era um jovem pesquisador de p\u00f3s-doutorado, Perlmutter e uma equipe de cientistas experientes acreditavam estar perto de uma grande descoberta. Eles haviam detectado um sinal que parecia ser emitido por um planeta, convencidos de que tinham encontrado a primeira evid\u00eancia cient\u00edfica confi\u00e1vel de um planeta fora do sistema solar. A descoberta teria sido revolucion\u00e1ria, mas, infelizmente, n\u00e3o foi bem assim. <\/p>\n\n\n\n<p>O sinal detectado n\u00e3o vinha de um planeta, mas de uma m\u00e1quina posicionada ao lado do telesc\u00f3pio hipersens\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Felizmente, eu era jovem e estava cercado por cientistas muito experientes e renomados&#8221;, relembra Perlmutter sobre o incidente. &#8220;Acho que conseguimos identificar rapidamente o problema, o que evitou que esse erro fosse usado contra n\u00f3s&#8221;, disse ele em seu novo livro, <em>Third Millennium Thinking: Criando Sentido em um Mundo de Absurdos<\/em>. A obra foi escrita em parceria com o fil\u00f3sofo John Campbell e o psic\u00f3logo Robert MacCoun. <\/p>\n\n\n\n<p>Embora pare\u00e7a incomum admitir um erro de d\u00e9cadas atr\u00e1s, Perlmutter quer desafiar a vis\u00e3o negativa que muitos t\u00eam sobre o fracasso. Ele acredita que aprender com os erros foi essencial para melhorar seu trabalho a longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As pessoas sentem muita vergonha em admitir que se enganaram&#8221;, disse Perlmutter em entrevista \u00e0 BBC. &#8220;Espero que todos possamos vivenciar momentos como esse. Acho que seria muito enriquecedor&#8221;, comenta Perlmutter, reconhecendo que seus erros o tornaram &#8220;muito mais cauteloso no futuro&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No seu trabalho posterior, Perlmutter esperava encontrar a taxa que a expans\u00e3o do Universo estava sendo reduzida, mas descobriu o oposto em 1998, ap\u00f3s uma pesquisa cuidadosa e extensa.<\/p>\n\n\n\n<p>Perlmutter recebeu o Pr\u00eamio Nobel de F\u00edsica em 2011, junto com os astr\u00f4nomos Brian Schmidt e Adam Riess, por sua descoberta revolucion\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Acredito que grande parte do trabalho de um cientista \u00e9 procurar os pr\u00f3prios erros&#8221;, comentou Perlmutter ao Nobel Prize Outreach. &#8220;Nosso objetivo era apenas fazer medi\u00e7\u00f5es, e isso \u00e9 algo muito desafiador. Voc\u00ea passa muito tempo se perguntando: &#8220;O que fiz hoje est\u00e1 realmente certo?&#8221;, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, contudo, n\u00e3o basta reconhecer os erros. Perlmutter tem um prop\u00f3sito maior: levar o pensamento cient\u00edfico e cr\u00edtico para o p\u00fablico em geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele come\u00e7ou a questionar por que decis\u00f5es pr\u00e1ticas e simples frequentemente se transformavam em debates emocionais ou partid\u00e1rios, em vez de discuss\u00f5es racionais. &#8220;Isso parecia uma grande desconex\u00e3o&#8221;, observa. &#8220;Percebi que as conversas que os cientistas tinham durante o almo\u00e7o usavam um conjunto de ferramentas de pensamento completamente diferente daquele utilizado pelo p\u00fablico.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Determinando-se a mudar esse cen\u00e1rio, Perlmutter aborda essas quest\u00f5es em seu livro e em um curso que criou em parceria com o Nobel Prize Outreach na Universidade de Berkeley, Calif\u00f3rnia.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu objetivo \u00e9 capacitar as pessoas comuns, oferecendo-lhes as mesmas ferramentas que os cientistas utilizam para solucionar problemas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resolva problemas como um cientista<\/strong>!<\/p>\n\n\n\n<p>Perlmutter destaca a import\u00e2ncia de saber em quais especialistas confiar em um mundo cheio de informa\u00e7\u00f5es. Ele sugere adotar uma abordagem cient\u00edfica, pedindo aos especialistas uma estimativa clara de confian\u00e7a em suas afirma\u00e7\u00f5es, como uma porcentagem. Essa pr\u00e1tica, segundo ele, ajuda a tomar decis\u00f5es mais informadas e a valorizar especialistas realistas sobre suas limita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de ser \u00fatil em \u00e1reas como medicina ou mercado, Perlmutter defende que esse tipo de pensamento deve ser aplicado \u00e0 pol\u00edtica. Ele acredita que pol\u00edticas p\u00fablicas devem ser tratadas como processos de aprendizado, com espa\u00e7o para ajustes e melhorias. &#8220;Nada \u00e9 realmente um erro; \u00e9 uma oportunidade de aprendizado&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele conclui que adotar uma abordagem cient\u00edfica nos tornaria mais tolerantes \u00e0s falhas e mais capazes de resolver problemas de forma eficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/cyee84wll4jo\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/cyee84wll4jo\">BCC<\/a><\/p>\n<div style=\"padding-bottom:20px; padding-top:10px;\" class=\"hupso-share-buttons\"><!-- Hupso Share Buttons - http:\/\/www.hupso.com\/share\/ --><a class=\"hupso_toolbar\" href=\"http:\/\/www.hupso.com\/share\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/static.hupso.com\/share\/buttons\/lang\/pt\/share-medium.png\" style=\"border:0px; padding-top:5px; float:left;\" alt=\"Share Button\"\/><\/a><script type=\"text\/javascript\">var hupso_services_t=new Array(\"Twitter\",\"Facebook\",\"Google Plus\");var hupso_background_t=\"#EAF4FF\";var hupso_border_t=\"#66CCFF\";var hupso_toolbar_size_t=\"medium\";var hupso_image_folder_url = \"\";var hupso_title_t=\"Por que errar pode ser bom, segundo ganhador do Nobel\";<\/script><script type=\"text\/javascript\" src=\"https:\/\/static.hupso.com\/share\/js\/share_toolbar.js\"><\/script><!-- Hupso Share Buttons --><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Precisamos ser mais sinceros e reconhecer nossos erros, palavras de Saul Perlmutter, um dos maiores astrof\u00edsicos da atualidade. 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